Segunda-feira, 9 de Agosto de 2010

Degradação dos Edifícios Lisboetas

Ultimamente, tenho andado, por várias razões, mais atenta aos edifícios antigos. Eu já sabia que a situação, em Lisboa, não era boa, mas nunca pensei que fosse tão má. Não só são muitos mais do que julgava, como também não consigo descortinar uma solução para o problema. Se, por um lado, me parece imperativo que todos eles sejam restaurados e não se fique à espera que eles caiam, por outro, compreendo que, em termos financeiros, é complicado fazer alguma coisa. Restaurar um edifício, ainda por cima antigo, é, efectivamente, caro. Talvez a solução tivesse de passar pelo investimento privado. No entanto, não me agrada nada a ideia de ver Lisboa transformada numa cidade de condomínios de luxo. Não só me tiraria qualquer hipótese de viver nela, como não seria a solução para o despovoamento (e não desertificação...) do centro histórico (seja lá o que isso for, que História é o que não falta por todas as ruas periféricas da cidade). Isto para não falar do testemunho histórico-social que desaparecerá. Sinceramente, a sensação que tenho é de que se está à espera, e se quer, que Lisboa se desmorone lenta e progressivamente até deixar de constituir um empecilho em termos financeiros. E é precisamente isso que me deixa desolada.

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