Num ápice, passaram-se oito anos. Por muito que se diga que eles não ganharão esta guerra, há demasiadas batalhas que já foram perdidas. Nada fará voltar as pessoas que perderam a vida nos atentados e nas aparentemente intermináveis guerras além fronteiras. Nada nos restituirá a tranquilidade que em tempos sentimos no nosso dia-a-dia. Porque é essa a grande vitória deles: há oito anos que o medo faz parte das nossas vidas. Com mais ou menos histeria, ele está lá, no inconsciente de todos nós, no momento em que entramos num comboio, num avião, num autocarro, num espaço público. E, para nosso mal e gáudio deles, há-de continuar a estar.

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